domingo, 27 de setembro de 2009

SOFRIMENTO

Danielle Spada
Giz sobre papel craft
110 x 77 cm.


"Definitivo
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido
ao lado do nosso amor e não conhecemos,
por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto
e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que poderíamos
estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos
e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos,
nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional..."
Carlos Drumond de Andrade

Faço minhas essas palavras para descrever meu trabalho.

FORMAS ORGÂNICAS

Um suporte, uma idéia, um conceito, cores, pincéis e coragem para tentar expressar-se e transmitir tudo aquilo que se pensou e se percebeu. Durante o processo de execução, os caminhos vão surgindo, novos horizontes são vislumbrados e de repente, sem explicar, algo acontece e o artista chega a “plenitude”. Então, ele consegue aquietar-se, para mais tarde, travar novo embate.
Arte!
Doce, amarga arte!
Paulo Camargo
Paulo vem buscando uma paleta reduzida, tons de meio, grafismos expressivos.
A linha em suas mãos ganham fluidez e lirismo, assim como a cor.
Uma busca briguenta, sofrida, um embate intelectual. Um misto de raciocínio, lógica e poder com um toque fragilidade e sutileza.
Por Danielle Spada

UMA HOMENAGEM À FRIDA

MAGDALENA CARMEN FRIDA KAHLO EL CALDERÕN

Mais uma vez, a artista plástica Nirley Veloso, deixa suas reflexões poéticas se manifestarem através de um personagem.
Sua pesquisa sobre reaproveitamento de materiais, aliada ao devaneio, nos trazem Magdalena Carmen Frida Kahlo El Calderõn. Todo seu universo lúdico simbólico se reflete em uma atitude: Criar.
Não apenas uma boneca, um fantoche... é muito mais que isso. Um escoamento de sentimentos e emoções geradas por um filme e um debate e que inicia um processo mental de associações e escolhas para a construção de um trabalho artístico.
Fico muito feliz em poder ser partícipe deste processo.
Danielle spada

MATISSE EM SÃO PAULO



Pinacoteca de SP exibe síntese de Matisse
Em clima de ineditismo, já que pela primeira vez o francês Henri Matisse (1869-1954) ganha uma mostra individual na América Latina, a Pinacoteca do Estado abre hoje ao público uma das mais esperadas exposições da temporada da França no Brasil: "Matisse Hoje".
Apesar da importância inconteste, não deixa de ser estranho que, até agora, Matisse tenha ficado na sombra para o público paulista.


Montagem da exposição de Matisse na Pinacoteca em SP; mostra reúne obras do "rei das feras"


"Acho que isso tem a ver com o poder dos críticos que selecionaram obras para a Bienal e sempre privilegiaram Duchamp e Picasso, mas o fato é que ele é o artista adorado pelos artistas", conta Regina Teixeira de Barros, uma das curadoras.
Com cerca de 80 obras do "rei dos feras", a mostra reúne ainda trabalhos de cinco artistas contemporâneos franceses --Cécile Bart, Christophe Cuzin, Frédérique Lucien, Pierre Mabille e Philippe Richard, selecionados por Emilie Ovaere, curadora adjunta do Museu Matisse, em Le Cateau-Cambrésis, terra natal do pintor.
Matisse foi considerado "o rei das feras", por ser o grande líder do fauvismo, movimento dos "fauves" (feras, em francês), que utilizavam em suas pinturas cores fortes e ousadas. A particularidade de Matisse foi a maneira como contornava as figuras com desenhos. "Seu principal eixo de pesquisa foi o diálogo da linha com a cor", defende Ovaere.
Algumas características fundamentais dos artistas modernistas são destacadas na mostra, como a apreciação pelo exótico e pelo estrangeiro.
Enquanto Picasso usou máscaras africanas como referência em suas obras, e Gauguin, a luminosidade do Taiti, Matisse se inspirou no Marrocos para criar uma série sobre odaliscas.
Esse tema é um dos cinco eixos da mostra --os outros são: Paisagens Iniciais, Naturezas-Mortas, O Gabinete de Artes Gráficas e Papéis Recortados.
"Buscamos selecionar trabalhos emblemáticos de períodos emblemáticos", conta Ovaere. Um dos exemplos que a curadora aponta é a tela "Nu Cor-de-Rosa Sentado", de 1941, que pertence ao Centro Pompidou, em Paris. "Esse é um trabalho superexperimental, no qual se pode ver como ele queria revelar o processo da pintura, típica atitude dos modernistas", diz.


FABIO CYPRIANO

da Folha de S.Paulo



sexta-feira, 25 de setembro de 2009

MATISSE

Por Danielle Spada

“Para mim, o tema de um quadro e o fundo dele têm o mesmo valor ou, para ser mais claro, nenhum ponto é mais importante que outro. O que vale é a composição, o padrão geral. Um quadro é feito pela combinação de superfícies diferentemente coloridas" - Matisse (1905).

A arte do pintor francês Matisse baseia-se num método que, segundo ele próprio, consiste em abordar separadamente cada elemento da obra -- desenho, cor, composição e em juntá-los numa síntese, "sem que a eloqüência de um deles seja diminuída pela presença dos outros".

" Como se pode fazer arte sem paixão? O artista pode dominar a arte mais ou menos, mas é a paixão que motiva sua obra. Dizem que toda minha arte provém da inteligência. Não é verdade: tudo que fiz foi por paixão." - H. Matisse


Em sua primeira fase, Matisse se mostrava como descendente direto de Cézanne, em busca do equilíbrio das massas, mas outras influências, como as de Gauguin, Van Gogh e Signac, levaram-no a tratar a cor como elemento de composição.


"Luxo, Calma e Volúpia" (Luxe, calm et volupte - 1904-05

Em 1908, a euforia decorativa de "O aparador, harmonia vermelha" atestava que Matisse já tinha estilo próprio.


"O aparador, harmonia vermelha"


“Isso não é uma mulher!” – Disse um inconformado visitante de sua exposição em 1905.
“ Acima de tudo não criei uma mulher, pintei um quadro”
Essa era a premissa básica da arte no séc. XX: A arte não representa, mas reconstrói a realidade.


Madame Matisse, 1905


Matisse procurou eliminar o não essencial e reter apenas as qualidades fundamentais do tema.
“ Condensação de emoções... Constitui um quadro” Matisse
Minimalista, antes que o termo existisse, em dez traços evocava com perfeição um nu sensual.
Dos pintores fauvistas, que exploraram o sensualismo das cores fortes, ele foi o único a evoluir para o equilíbrio entre a cor e o traço em composições planas, sem profundidade.



Ao explorar ora o ritmo das curvas, como em "A música" (1909) e "A dança" (1933), ora o contraste entre linhas e chapadas, Matisse procurou uma composição livre, sem outra ligação que não o senso de harmonia plástica. Sua cor não se dissolvia em matizes, mas era delimitada pelo traço.


"A música" (1909)

"A dança" (1933)


Já liberto do Fauvismo, o pintor mostrou, às vezes, tendência a reduzir as linhas à essência, como em "A lição de piano" (1916), mas não se interessou pela pura abstração. O amor pela exuberância decorativa aparece em "Blusa romena" e na série "Odaliscas", de 1918.


"Blusa romena"

Odalisca

"Sonho com uma arte do equilíbrio, pureza e serenidade, isenta de temas inquietantes e perturbadores", dizia. "Quero que minha arte seja como uma boa poltrona em que se descansa o corpo cansado".


Em sua fase final, Matisse voltou-se para a esquematização das figuras, de que são exemplos a decoração mural "A dança", para a Barnes Foundation, em Merion, nos Estados Unidos, e os papiers collés ou gouaches découpées (técnica que chamou de "desenho com tesoura") que ilustram Jazz (1947), livro com suas impressões sobre a arte e a vida.

O Tobogã (1943)


O Palhaço (1943)


A Lagoa (1944)


Nu azul (1952)

Tristeza do Rei (1952)

Foi também escultor e ilustrador. Em 1944, como desenhista, ilustrou as Fleurs du mal (Flores do mal), de Baudelaire, e, como litógrafo, as Lettres portugaises (1946; Cartas portuguesas), atribuídas a soror Mariana Alcoforado, e Les Amours, de Pierre Ronsard.



Ilustrações para Fleurs du mal (Flores do mal), de Baudelaire


Lettres portugaises (1946; Cartas portuguesas), atribuídas a soror Mariana Alcoforado

Les Amours, de Pierre Ronsard


Nuded turned to side –
Florilege des Amours de Ronsard
Deixou uma vasta obra gráfica, além de esculturas representativas de cada uma de suas fases artísticas.
Madeleine II, 1903.
La Serpentine, 1909 - bronze

Large Seated Nude, 1925 - bronze


Le Tiaré, 1930

Entre 1948 e 1951 dedicou-se à concepção arquitetônica e à decoração interior da capela do Rosário em Saint-Paul, perto de Vence, no sul da França. O autor considerava essa sua melhor obra, e nela concebeu todos os detalhes, dos vitrais ao mobiliário, voltado para uma concepção mais ascética das formas, embora nos arabescos florais predomine uma linha sinuosa.

Capela do Rosário em Saint-Paul

“Trabalhei anos para que as pessoas dissessem: ‘Parece tão fácil fazer!’.” Matisse


“ A exatidão não é a verdade”

A única verdade que importa, segundo Matisse, difere da aparência externa. Encontrar essa verdade nuclear significa buscar um “signo” irredutível para representar um objeto.
O fato de o “signo” parecer frívolo, as vezes, infantil, é parte do sucesso de Matisse .

Henri Matisse morreu em Nice, França, em 3 de novembro de 1954.































ARTE MODERNA: Fauvismo

ARTE MODERNA
Por Danielle Spada

O Início O primeiro grande rompimento com a tradição ocorreu já em 1789, com a Revolução Francesa. Desde então, os artistas sentiram que os temas aceitos para as obras de arte, como a história, a religião e a mitologia, não faziam necessariamente parte de suas vidas e da experiência que queriam expressar em seus trabalhos. Eles queriam pintar somente o que lhes agradava; essa atitude constitui, realmente, o início da arte moderna. Tudo isso eram possibilidades. É claro, não eram idéias inteiramente novas. Mas os artistas do século XX adotaram conscientemente e deliberadamente elementos singulares, que por eles foram descobertos e elaborados, como o princípio fundamental da arte.

Tendências
Renúncia a invocação de modelos clássicos, tanto na temática quanto no estilo.
Desejo de diminuir a distância entre as “Artes Maiores” e as “Aplicações”.
Funcionalidade decorativa.
Revolucionar as modalidades e finalidades da arte.

Comumente chamada de expressionista é a arte alemã do início do séc. XX. Na verdade o expressionismo é um movimento europeu com dois centros distintos: O francês – “Fauves” – Feras e o alemão “Die Brucke” - A Ponte. (1905) Os dois desembocam respectivamente no Cubismo (1908) – na França e “Der blaue Reiter” – O Cavaleiro Azul – Na alemanha(1911)
Alguns estudiosos marcam o início da Arte Moderna em meados do séc. XIX, com o Impressionismo, outros no final do séc. XIX, com o Pós-Impressionismo. Utilizaremos aqui a linha que começa com o Fauvismo, dando início a Arte Moderna, no início do séc. XX.

Um Panorama da época
O século XX inicia-se ampliando as conquistas técnicas e o progresso industrial do século anterior. Na sociedade, acentuam-se as diferenças entre a alta burguesia e o proletariado. O capitalismo organiza-se e surgem os primeiros movimentos sindicais que passam a interferir nas sociedades industriais. No final do século XIX, o primeiro trem elétrico, o metrô de Paris, acelerou a vida nessa cidade. Em 1902, é publicado o primeiro livro de Freud sobre a interpretação dos sonhos. Em 1905, a teoria da relatividade de Eisntein desenvolveu as teorias de Newton, tratando uma vez mais de espaço, tempo e movimento. Surgem as primeiras fotos em jornais, e as pessoas passam a apreender visualmente o que está acontecendo em remotas regiões. O telefone converte-se, em 1906, num aparelho cotidiano. O primeiro vôo sobre o Atlântico não tardaria a tornar-se realidade, bem como o primeiro carro de uso familiar, o Ford modelo T. Nas primeiras décadas do século passado ocorrem também profundas conturbações políticas: a Primeira Guerra Mundial(1914), a Revolução Russa (1917), o surgimento do fascismo na Itália e do nazismo na Alemanha. Não demorou muito pra que as situações políticas criadas pela Itália e Alemanha levassem os países europeus e americanos a envolverem-se em um novo conflito mundial (1941). Com essa última grande guerra, tiveram início também as pesquisas e o uso da energia nuclear, que se configura hoje como a ameaça à sobrevivência da humanidade.

Arte Fauve
Nenhum outro período em uma cultura produziu e sofreu influências de obras tão diversas como este. O ser humano tem mania de classificar toda forma ou estilo de alguma produção, mas diante de tanta multiplicidade de trabalhos que foi produzido no séc. XX, os maiores artistas não chegam a se encaixar em nenhum estilo específico. O grupo, sob a liderança de Henri Matisse (1869-1954), tem como eixo comum a exploração das amplas possibilidades colocadas pela utilização da cor. A liberdade com que usam tons puros, nunca mesclados, manipulando-os arbitrariamente, longe de preocupações com verossimilhança, dá origem a superfícies planas, sem claros-escuros ilusionistas.






Como afirma Matisse a respeito de A Dança (1910): "para o céu um belo azul, o mais azul dos azuis, e o mesmo vale para o verde da terra, para o vermelhão vibrante dos corpos".

“O Fovismo não é tudo, é apenas o começo de tudo.”

Os fauvistas fazem sua primeira aparição pública no Salão de Outono, em Paris, 1905. No ano seguinte, no Salão dos Independentes, o crítico Louis Vauxcelles batiza-os de Fauves (feras, em francês) em função da utilização de cores fortes e intensas.

Seu pai Pós-Impressionista foi Gauguin, que buscava a COR.

“A vida é cor. O pintor pode fazer o que quiser, desde que não seja estúpido.” Paul Gauguin


Algum Artistas Fauves

Albert Marquet (1875-1947), reconhecido como desenhista
Marquet era considerado um Fauve, apesar de na realidade ser apenas contra o impressionismo. Para ele a cor não foi nunca um fim ou um significado. Excelente desenhador, Marquet expressou-se com linhas simples e rápidas, reduzidas ao mínimo necessário para a estrutura das suas composições. Usou cores suaves, límpidas em tons delicados. Marquet acabou por se tornar um realista na tradição de Corot, Courbet e Poussin. Foi um apaixonado da natureza.


"Le 14 juill et Au Havre"Albert Marquet

André Derain (1880-1954)
Derain encontrou Matisse pela primeira vez em 1898. Estudaram juntos na "Académie Carrière" em Paris. Incentivado por Matisse, Derain começou em 1904 a usar cores fortes, não naturais, aplicadas com pequenas pinceladas separadas, para realçar a luz sobre a sombra. Durante umas férias no porto pesca de Collioure, no sul da França, em 1905, pintaram retratos um do outro. É provável que estas pinturas tenham estado entre aquelas que Derain expôs mais tarde em Paris no "Salon d'Automne" desse ano. Era sua contribuição para esta exposição que lhe deu a reputação de ser um artista radical Fauve (Fera).


"Henri Matisse 1905"Óleo sobre Tela460x349mmAndré Derain

Maurice de Vlaminck (1876-1958)
«Eu intensifiquei todos os tons. Transpus para uma orquestração de cor todos os sentimentos dos quais tinha consciência. Era um bárbaro, jovem e cheio de violência.»
Pintor autodidata, Vlaminck inicialmente sustentou-se a ele próprio tocando violino e escrevendo romances.
Juntamente com derain, esguichava tinta na tela misturando as camadas grossas.
Pintor do excesso.

The River Seine at Chatou, 1906 - Oil on canvas

DUFY: ANIMADOR DO FAUVE
Dufy pertenceu a uma época de transição, em que o Impressionismo dava lugar ao Fauvismo e ao Cubismo.
Dufy absorveu de Cézanne e do Cubismo o princípio da construtividade da cor, mas, de modo diverso, utilizou-a de forma empírica não-racional, para trazer à pintura uma natureza vibrante, mutável, pouco densa, traduzida por pinceladas curtas - uma sinalética ondulante, como ondas de freqüência da eletricidade.
Seu desenho era tão fluido, suas cores tão vivas, que nunca faltou beleza às suas cenas.
Achou tão fácil desenhar com a mão direita que resolveu desenhar com a esquerda e que acabou vindo a preferir.
“ A natureza, meu caro senhor, é apenas uma hipótese.”

The Casino at Nice

Interior de uma janela



ROUAULT: Quadros vitrais
Enquanto os Fauves pintavam animadas telas urbanas, as dele eram cheias de dor e sofrimento.
Católico fervoroso, dedicou-se a redimir a humanidade através da denúncia do mal.
Tinha um conturbado relacionamento com seu “marchand” – Volllard
"Passou pelo fogo”


Flagellation (vitrail)de Georges Rouault

"Cirque de l'Étoile Filante", 1934

Van Dongen
Entrou na cena artística Parisiense no auge do Fauvismo durante os anos dos Salon des Independants e Salon d’Automne. Ele teve grande sucesso e a representação sensual de figuras nuas também conferiu-lhe notoriedade.
Depois dos anos do Fauvismo, ele tornou-se o seu próprio empresário de arte em Paris. Mais tarde, desiludido e amargo, ele começou a pintar retratos da alta sociedade.
As suas pinturas Le Ble et Le Coquelicot, são muito dinâmicas e quase dão a impressão do vento empurrando as nuvens e penteando a vegetação dos campos.



Desnudo

Femme Fatale

E Matisse? Lembra que neste post disse que "os maiores artistas não chegam a se encaixar em nenhum estilo específico" Pois bem, este é o caso de Matisse. Matisse é Matisse e ponto. Um gênio não poderia pertencer somente à um estilo que durara aproximadamente quatro anos. Ele transcendeu a isso e vamos abordá-lo separadamente em outro Post. Aguardem!


Bibliografia:
O Livro da Arte, Martins Fontes
Conceitos de Arte Moderna, Jorge Zahar Editor
História da Pintura, Wendy Beckett, Editora Ática
Arte Comentada – Da Pré-História ao Pós-Modernismo, Carol Strickland, Ediouro