segunda-feira, 27 de abril de 2009

Releitura



Baseados na obra "The Valpincon Bather de Ingres, o grupo começou seu trabalho de releitura pessoal.



"Noiva Zuzu" - Nirley Veloso "A Observadora"- Fátima Ferreira

Neoclassicismo


Movimento cultural do fim do
século XVIII, o Neoclassicismo está identificado com a retomada da cultura clássica por parte da Europa Ocidental em reação ao estilo Barroco. No entanto, o Neoclassicismo propõe a discussão dos valores clássicos, em contraposição ao Classicismo renascentista, que apenas replicava os princípios antigos sem críticas aprofundadas. A concepção de um ideal de beleza eterno e imutável não se sustenta mais. Para os neoclassicistas, os princípios da era clássica deveriam ser adaptados à realidade moderna.
A arte neoclássica busca inspiração no equilíbrio e na simplicidade, bases da criação na
Antiguidade. As características marcantes são o caráter ilustrativo e literário, marcados pelo formalismo e pela linearidade, poses escultóricas, com anatomia correta e exatidão nos contornos, temas "dignos" e clareza. A arte neoclassica nasceu na Europa, nas ultimas décadas do século XVIII e nas três primeiras décadas do século XIX, foi uma reação ao barroco e ao rococó.Não foi apenas um movimento artístico mas também cultural que refletiu as mudanças que ocorriam na época marcadas pela ascensão da burguesia. Este estilo procurou expressar e interpretar os interesses, a mentalidade e os habitos da burguesia manufatureira e mercantil da época da revolução francesa e do Império Napoleonico.
Caracteristicas do neoclassicismo
As principais características do neoclassicismo são:
Academicismo: nos temas e técnicas, isto é, sujeição aos modelos e regras ensinadas nas escolas ou academias;
Harmonia do colorido nas pinturas e exatidão de contornos;
Restauração da arte greco-romana;
Arte entendida como imitação da natureza, num verdadeiro culto à teoria de Aristóteles.
Uma amostra de pintura neoclássica nesse período é
O Juramento dos Horácios, do francês Jacques-Louis David (1748-1825). A pintura neoclássica de David dominou o panorama artístico francês durante quase meio século, fazendo com que ele, acima das contingências políticas, fosse o pintor oficial da revolução francesa e, depois, do regime de Napoleão Bonaparte. Outro pintor de destaque é Dominique Ingres (1780-1867), de A Banhista de Valpinçon. Entre os italianos, sobressai Tiepolo (1696-1770).
Principais pintores
Jacques Louis David (francês, 1748-1825): foi o mais característico representante do Neoclassicismo. Durante alguns anos controlou a atividade artística francesa, sendo o pintor oficial da corte imperial, pintando fatos históricos ligados à vida do imperador Napoleão. Pintou também temas solenes, personagens e motivos inspirados na antigüidade clássica, através de cores sóbrias. Sua luminosidade lembra Caravaggio, mas é em Rafael Sânzio (mestre inegável do equilíbrio da composição e da harmonia das cores) que reside sua maior influência. Figuras sólidas e imóveis. Excelente retratista. Obras mais importantes: A Morte de Marat (1793); A Morte de Sócrates (1787); As Sabinas; A Coroação de Napoleão em Notre Dame.
Dominique Ingres (francês, 1780-1867): Formado na oficina de David, permaneceu fiel aos postulados neoclássicos do seu mestre ao longo de toda a vida. Passou muitos anos em Roma, onde assimilou aspectos formais de Rafael e do maneirismo. Ingres sobreviveu largamente à época de predomínio do seu estilo, dado que morreu em 1867. A partir de 1830 opôs-se com veemência, da sua posição de académico, ao triunfo do romantismo pictórico representado por Delacroix. Ingres preferia os retratos e os nus às cenas mitológicas e históricas. Entre os seus melhores retratos contam-se Bonaparte Primeiro Cônsul, A Bela Célia, O Pintor Granet e A Condessa de Hassonville. Nos nus que pintou (A Grande Odalisca, Banho Turco e, sobretudo, A Banhista) é patente o domínio e a graça com que se serve do traço. A sua obra mais conhecida é Apoteose de Homero, de desenho nítido e equilibrada composição.
Principais pintores
Gérard; Chasseriau, Cabanel; Henner e Bouguereau (França); Alma-Tadema (Grã-Bretanha); Allston (Estados Unidos). Destacam-se também: Tiepolo;
Canaletto; Guardi (Itália); os artistas rococó Jean Honoré Fragonard; Antoine Watteau e Jean Baptiste Siméon Chardin; além de Boulle e Jean Baptiste Greuze (França); Hogarth; Reynolds e Gainsborough (Inglaterra); Benjamin West (A Morte do General, 1770); John Singleton Copley (Watson e o Tubarão, 1782) (Estados Unidos).
Escultura
Na
escultura, o movimento buscava inspiração no passado. A estatuária grega foi o modelo favorito pela harmonia das proporções, regularidade das formas e serenidade da expressão. Apesar disso, não atingiram a amplitude nem o espírito da escultura grega. Também foi menos ousada que a pintura e arquitetura de seu tempo. Entre os principais escultores destaca-se o italiano Antonio Canova (1757-1822), que retrata personagens contemporâneos como divindades mitológicas como Pauline Bonaparte Borghese como Vênus (1808); Psiché reanimada pelo beijo do amor.
Características Gerais da Escultura Neoclassica
Temas: históricos, literários, alegóricos e mitológicos. Serviram de base para a representação de figuras humanas com poses semelhantes às dos deuses gregos e romanos.
Estatuária: representou figuras de corpo inteiro ou
bustos e relevos pouco pessoais glorificando e fazendo publicidade a políticos ou figuras importantes das cidades (praças, casas de nobres e burgueses ou cemitérios).
Relevos: têm o mesmo sentido honorífico e alegórico da estatuária e revestem as frontarias de edifícios públicos ou de palácios.
Formas de Representação: de inspiração clássica foram representados com toda a minúcia, os corpos eram nus ou semi-nus, formas reais, serenas e de composição simples. Rostos individualizados (das pessoas que queriam representar), mas com pouca expressividade. Seguiram os
cânones da escultura clássica, sem qualquer liberdade criativa.
Técnica: são obras perfeitamente conseguidas, onde a sua concepção se baseia em maquetas de
barro ou gesso para um primeiro estudo. Acabamentos rigorosos e relevos de pouca profundidade.
Materiais:
mármore branco que representava a pureza, limpidez e brilho,e o bronze, mas em menor quantidade.
Arquitetura neoclássica
A Arquitetura neoclássica foi produto da reacção anti
barroco e anti-rococó, levada a cabo pelos novos artistas-intelectuais do século XVIII. Os Arquitectos formados no clima cultural do racionalismo iluminista e educados no entusiasmo crescente pela Civilização Clássica, cada vez mais conhecida e estudada devido aos progressos da Arqueologia e da História.
Algumas características deste movimento artístico na arquitectura são
Materiais nobres (pedra,
mármore, granito, madeiras)
Processos técnicos avançados
Sistemas construtivos simples
Esquemas mais complexos, a par das linhas ortogonais
Formas regulares, geométricas e simétricas
Volumes corpóreos, maciços, bem definidos por planos murais lisos
Uso de
abóbada de berço ou de aresta
Uso de
cúpulas, com frequência marcadas pela monumentalidade
Espaços interiores organizados segundo critérios geométricos e formais de grande racionalidade
Pórticos colunados
Entablamentos direitos
Frontões triangulares
A decoração recorreu a elementos estruturais com formas clássicas, à pintura rural e ao relevo em
estuque
Valorizou a intimidade e o conforto nas mansões familiares
Decoração de carácter estrutural

2009

O Ano de 2009 começou lento, porém mais maduro para nós.
Os trabalhos estão mais concisos e cheios de "individualidades coletivas".Tentaremos manter este Blog atualizado e com textos para compartilhar com vocês.
Trabalho Paula Alves


Trabalho Fátima Ferreira




Trabalho de Nirley Veloso


Trabalho da Ana Iannibelli



Trabalho de Regina Nesti


Trabalho de Angela Nesti









Suspensão das Certezas

Uma das maiores marcas da Arte contemporânea é o individualismo poético das obras. Acabou-se os ismos. A produção artística, hoje, encontra diferenciação até dentro do trabalho de um mesmo artista. Então se torna muito urgente a suspensão das certezas. Combate aos nossos dogmas e hábitos ( hábito não significa possuir e sim ser possuído). Não podemos ser dominados, nosso olhar deve ser estrábico. Diferenciar o olho que vê do olho que pensa, o cobertor teórico deve ser transparente o suficiente para não apagar a fruição da obra.
Paulo César Duarte